segunda-feira, 27 de agosto de 2012

NINAS E CARMINHAS DA VIDA REAL.

             Costuma-se dizer que:" a vida imita a arte" , mas talvez seja exatamente o oposto e a arte imita a vida , ou ambas as afirmações são verdadeiras .

        As novelas conquistam públicos de todas as idades e classes sociais , homens e mulheres que buscam na telinha uma distração após a cotidiana busca pelo " pão de cada dia".

    Outro dia ouvi um comentário que achei muito pertinente e que talvez reflita de fato essa espécie de fixação que as novelas desenvolve nas pessoas :" acho que as pessoas gostam de assistir na ficção dramas piores do que os elas mesmas vivem".

  Pode ser uma verdade , uma espécie de consolo saber que alguém sofre mais e de maneira mais intensa do que ela mesma em sua realidade.

   As personagens vilãs acabam despertando repulsa e paradoxalmente admiração, uma espécie de cartase interior , uma quase vingança.

   Se pararmos para pensar quantas Ninas , Carminhas e Tufões conhecemos em nossa vida real ?

  Vou além com qual personagem nos afinamos mais e por qual razão ?

   As surras que vemos entre mocinhas/vilãs e vilãs/mocinhas , não nos fazem pensar que estamos colocando nossas angústias mais secretas para fora e que também estamos por tabela " batendo" naquela personagem que bem poderia estar representando uma pessoa real que nos chateia ?

  A diferença é claro é que não podemos , devemos e nem vamos sair por aí batendo e apanhando.

  De uma maneira ou de outra vilões e mocinhos dependem uns dos outros , afinal só existe um se o outro também existir.

  Portanto em nossa vida real , somos protagonistas de cenas dignas de folhetins.

 A grande diferença é que podemos até opinar sobre como vai terminar tal novela e qual será o final de tal personagem , os autores hoje já permitem interação com os telespectadores.

  Enquanto isso , voltamos apressado para a sala ao escutar a música que avisa que novo bloco está começando e ficamos assistindo a vida real transformada em maquiada novela.

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